Quem sou eu

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Joinville, SC, Brazil
Nasci em Garuva. Moro em Joinville desde 1971. De 1979 a 1982, residi em Curitiba, onde estudei teatro no Guaíra. De 1983 a 1988, trabalhei com o Estúdio de Artes Cênicas da Casa da Cultura de Joinville. Em 1999-2000 voltei a estudar em Curitiba, na Faculdade de Artes do Paraná (direção de teatro). Desde 1988 a 2005 fui professor no Bom Jesus/Ielusc, assumindo depois a coordenação do Setor de Fomento & Projetos da instituição. Publiquei "Cobaia", escrevi durante alguns anos para "A Notícia" (atualmente, um artigo por mês na coluna Opinião da página Você.Leitor). Brinco com cinema desde menino (atuei em "Outra memória", o longa de Chico Faganello e, recentemente, no curta de Fábio Porto, "Um ensaio"). Atualmente, sou Presidente do Conselho Administrativo do Instituto Festival de Dança e membro do Conselho Municipal de Cultura, pela Gerência de Ensino e Artes da Fundação Cultural de Joinville.

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Relatos de São Leopoldo 1

Abriu ontem, no Teatro Municipal de São Leopoldo, a Segunda Reunião Mundial de Cultura, com o objetivo de promover uma avaliação da Agenda 21 da Cultura.

A Agenda acaba de completar 5 anos e tem, nas avaliações até agora realizadas, interferido positivamente no desenvolvimento local, articulando uma rede mundial de cidades cuja extensão pode ser vista em http://www.cities-localgovernments.org/ e que dialoga com a Convenção da Diversidade da Unesco.

Falando ontem à tarde, Victor Ortiz, um dos membros do comitê redator da Agenda 21 da Cultura, considera a Agenda o "protocolo de Kioto da cultura" e sugeriu a leitura Guía para la evaluación de las políticas culturales locales para quem queira aprofundar-se na questão.

No mesma mesa, Raquel Diana, falou pela Interlocal - Rede Iberoamericana de Ciudades para la Cultura. Em sua fala, considera que o capitalismo neoliberal está dando lugar a um capitalismo cultural, uma vez que a maior parte dos elementos em que se apoia o mercado tem caráter cultural. O capitalismo inventa nossos sonhos, diz Diana, lembrando que o Chile, um dos países que mais se desenvolveu nos últimos anos e também um dos países cuja população vive mais insatisfeita. Raquel Diana fez referência à Carta Iberoamericana de Cultura, produzida no no II Congresso de Cultura Iberoamericana.

Depois da palestra de David Harvey ocorreu a estréia latinoamericana do webdoc Ctrl-V::video control (Diver Cult), que marcou também o lançamento da RAIA (Rede Audiovisual Iberoamericana").

sábado, 23 de janeiro de 2010

De Adorno & Horkheimer:

Uma das lições que a era hitlerista nos ensinou é a de como é estúpido ser inteligente. Quantos não foram os argumentos bem fundamentados com que os judeus negaram as chances de Hitler chegar ao poder, quando sua ascensão já estava clara como o dia! Tenho na lembrança uma conversa com um economista em que ele provava, com base nos interesses dos cervejeiros bávaros, a impossibilidade da uniformização da Alemanha. Depois, os inteligentes disseram que o fascismo era impossível no Ocidente. Os inteligentes sempre facilitaram as coisas para os bárbaros, porque são tão estúpidos. São os juízos bem informados e perspicazes, os prognósticos baseados na estatística e na experiência, as declarações começando com as palavras: "Afinal de contas, disso eu entendo", são os statements conclusivos e sólidos que são falsos.

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(Dialética do esclarecimento, p. 195)

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

O pior preconceito é aquele que vem dos próprios gays enrustidos. São eles que mais ferrenhamente atacam — pela imprensa, dos púlpitos, nas cátedras — o homossexual assumido.

sábado, 16 de janeiro de 2010

Teologia cínica.

Tenho observado que as catástrofes são combustível poderoso não apenas para a imprensa sensacionalista (quase toda ela), mas também para o exercício dos "teólogos" de plantão, que as usam para justificar a sua insensata fé e metê-la goela abaixo na cabeça dos outros.

Não ingênua, mas imbecilmente, tentam enfiar na cabeça do seu vingativo deus a carapuça da bondade, embora leiam os horrores dos tsunamis, das inundações, dos vendavais e dos terremotos como obras da vontade divina. Preguiçosos, não se dão ao trabalho do silêncio, única atitude que cabe nestes momentos, quando nem mesmo a ciência consegue erguer com segurança a voz, apesar de sua fantástica memória e de sua sistemática coletivamente construída ao longo dos séculos.

Vazios de percepção e de sentido, esses "pensadores" praticam descaradamente, com o apoio da imprensa, uma nauseante teologia do cinismo! Cruzes!

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

sábado, 9 de janeiro de 2010

Achadinhos.

Fui um usuário regular dos coletivos urbanos. Grande parte dos livros que li na juventude foi nos pontos de ônibus e filas de espera. (Será que é para estimular a leitura que as empresas deixam os passageiros esperando tanto tempo nos pontos, ainda hoje?)

Tinha vez que eu botava os passes e o dinheirinho entre as folhas dos livros. Daí que, agora, quando os releio, vou achando anúncios, notas fiscais, vestígios da época e também uma ou outra cédula perdida e passes esquecidos. Como estes.


Interessante reparar o carimbo: "Válido até 15 dias após próximo reajuste". É que, à época, a inflação andava a mil!