Quem sou eu

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Joinville, SC, Brazil
Nasci em Garuva. Moro em Joinville desde 1971. De 1979 a 1982, residi em Curitiba, onde estudei teatro no Guaíra. De 1983 a 1988, trabalhei com o Estúdio de Artes Cênicas da Casa da Cultura de Joinville. Em 1999-2000 voltei a estudar em Curitiba, na Faculdade de Artes do Paraná (direção de teatro). Desde 1988 a 2005 fui professor no Bom Jesus/Ielusc, assumindo depois a coordenação do Setor de Fomento & Projetos da instituição. Publiquei "Cobaia", escrevi durante alguns anos para "A Notícia" (atualmente, um artigo por mês na coluna Opinião da página Você.Leitor). Brinco com cinema desde menino (atuei em "Outra memória", o longa de Chico Faganello e, recentemente, no curta de Fábio Porto, "Um ensaio"). Atualmente, sou Presidente do Conselho Administrativo do Instituto Festival de Dança e membro do Conselho Municipal de Cultura, pela Gerência de Ensino e Artes da Fundação Cultural de Joinville.

domingo, 27 de março de 2011

Saudades...

Antônio Bonequeiro. 12/01/2006, no Bar do Paulinho, onde nos encontrávamos com frequência.

quinta-feira, 10 de março de 2011

O grande e indizível mal no cerne da nossa cultura é o monoteísmo. A partir de um texto bárbaro da Idade do Bronze, conhecido como o Antigo Testamento, evoluíram três religiões anti-humanas - o judaísmo, o cristianismo e o islã. São religiões de deus-no-céu. São, literalmente, patriarcais - Deus é o pai onipotente -, daí o desprezo às mulheres por 2.000 anos nos países afligidos pelo deus-no-céu e seus enviados masculinos terrestres.


O deus-no-céu é, naturalmente, um deus ciumento. Exige obediência total de todo mundo, uma vez que aí se encontra não apenas para uma tribo, mas para toda a criação. Aqueles que o rejeitam devem ser, para o seu próprio bem, convertidos ou mortos. Assim, o totalitarismo é a única forma de política que pode servir aos propósitos do deus-no-céu. Qualquer movimento de natureza libertária ameaça sua autoridade e a de seus delegados na terra. Um só Deus, um só Rei, um só Papa, um único senhor na fábrica, o pai-líder na família.
(Gore Vidal, Monotheism and its discontents)

segunda-feira, 7 de março de 2011

domingo, 6 de março de 2011

Carnaval de Joinville 2011

Durante muitos anos, desde os tempos do primeiro governo Freitag, Joinville ficou sem Carnaval porque, segundo uma fatia poderosa e espertalhona da cidade, o povo joinvilense é um povo trabalhador e não gosta de carnaval.
Pois, desde que a Fundação Cultural decidiu retomar a festa mais popular do Brasil nosso Carnaval vem crescendo e ficando cada vez mais gostoso. Em 2009, tivemos cerca de 15.000 pessoas no Mercado Público. Como o espaço ficou pequeno, o endereço mudou em 2010 para a Dario Salles / Praça da Bandeira. Perfeito: perto de 25.000 pessoas caíram na folia. Agora, em 2011, mesmo em meio aos pampeiros periódicos, a praça recebeu na primeira noite umas 8.000 pessoas e, ontem, bateu a casa dos 20.000 de novo, pelo que o olhar indica.

Taí: 3h40min da manhã, de costas para o palco, que está a uns 20 metros atrás de mim. Dá pra ver que o povo joinvilense odeia Carnaval. Eita!

"(...) nesse meu mundinho privilegiado em que o machismo me afetou muito pouco, por que fui e continuo sendo feminista? Talvez por que nunca achei que o mundo girasse em torno de mim. Não sou pobre e, no entanto, empatizo com eles, quero que a vida deles melhore, voto em partidos que governam pra eles. Não sou homossexual, mas fico indignada que alguém queira negar-lhes direitos que deveriam ser de todos. Não sou negra, mas reconheço o enorme abismo que ainda existe entre negros e brancos, e sou a favor de medidas paliativas como as cotas." (Lola Aronovich)

De Meu feminismo não é pra mim, em Cartas da Lola, A Notícia, 06/03/2011, (Anexo ideias, p. 4)