Rabiscos e olhares, na frequencia e na medida do possível, ao meu tempo e ao contexto em que vivo.
quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011
domingo, 13 de fevereiro de 2011
Temos de descansar temporariamente de nós, olhando-nos de longe e de cima e, de uma distância artística, rindo sobre nós ou chorando sobre nós, temos de descobrir o herói assim como o parvo que residem em nossa paixão pelo conhecimento.
Temos de de alegrar-nos vez por outra com nossa tolice, para podermos continuar alegres com nossa sabedoria.
(Nietzsche)Meus textos em A Notícia
Convidado a voltar a colaborar para A Notícia, eis aqui os primeiros três textos que produzi:
sábado, 12 de fevereiro de 2011
Meus cadernos de apontamentos.
Não tenho a menor ideia da serventia deste registro, mas parece que esta é a finalidade dos blogs: partilhar registros pessoais, coisas da gente, sem o compromisso com o leitor nem com a objetividade, que um jornal ou uma revista impõem.
Desde os 15 anos cultivo o hábito de blogar-me no papel.
No início, acostumei-me a registrar no fim do dia ou durante os momentos livres, algumas ideias e acontecimentos que iam marcando a minha vida.
A partir dos tempos de faculdade, meus cadernos tornaram-se também o repositório dos registros feitos em aula. Chamei-os de Apontatudos e numerei-os. Entre 1980 e 1996 e depois, em 2000, foram 31 cadernos de 150 folhas em média.
Em 1997, adotei o título Notas de Laboratório, que resultou numa série de 7 cadernos, agora com páginas não pautadas e capas personalizadas, que procuravam ligar-se ao que estava rolando na minha vida.
A partir de 2002, dei aos meus blogs de papel o título de Vestígios, passando a encaderná-los em capas duras, com imagens produzidas por mim. Adotei também a prática de criar um caderno de abertura, que contém minha agenda de endereços, os projetos com que venho trabalhado e textos com ideias com que ando às voltas no presente, bem como subsídios (alfabetos, tábuas de verbos, conjunções, preposições etc.) ligados à língua que estou estudando no momento.
Talvez seja por causa destes cadernos que meu BGlog aqui no Blogspot quase não sai do lugar. ;)
A seguir, a série de capas que produzi para meus registros desde 1997, inaugurada sob o luto da morte de Renato Russo.
domingo, 6 de fevereiro de 2011
O sagrado só me interessa enquanto celebração da vida. Recorrer ao sagrado para buscar alívio ou proteção dos males que nos afligem, ou vingança divina contra aqueles que nos prejudicam, ou mesmo a salvação eterna, não é em nada diferente de recorrer às drogas: ambas as atitudes viciam. Com a diferença de que as drogas - com algumas exceções - acabam matando apenas o próprio consumidor, enquanto o fanatismo religioso aliena o viciado (o que é apenas outra forma de morte) e mais facilmente se transforma num inferno e numa ameaça também para a sociedade.
quarta-feira, 26 de janeiro de 2011
Ponderação do Samuca
O jornalista Samuel Lima fez o comentário abaixo à resposta que Apolitário Ternes deu à minha Carta aberta.
Pela precisão e qualidade do texto, achei que devia republicá-lo aqui.
Caro Borges,
A resposta do Sr. Apolinário Ternes, que posa de vestal, como um ser acima do "bem e do mal" (como se ele não tivesse lado na vida política de Jvlle, SC e país), é uma demonstração cabal de sua incapacidade para o diálogo civilizado elementar.
Ele o acusa de "cooptado" pela máquina destruidora do Partido dos Trabalhadores (PT). Torpe, ao acusá-lo por supor que seu salário e condição atual de vida é pago com dinheiro do partido.
O conteúdo é uma cantilena repetida pelos próceres demo-tucanos e dispensa comentário, exceto por duas acusações graves que o Sr. Apolinário poderia provar, de saída, em nome da honestidade intelectual que deveria balizar seus resmungos escritos:
1) Lula e seus companheiros compõem uma "organização criminosa". Qual o crime e com base em que decisão da Justiça brasileira o Sr. acusa o ex-presidente?
2) Por que o governo Lula é responsável pela "desconstrução da democracia brasileira"? Confesso que não consegui alcançar essa complexa elaboração...
O resto é ilação pura, bílis ideológica de baixíssima qualidade.
Ao Sr. Apolinário, porta-voz de forças políticas arcaicas de SC, podemos dizer, como Mário Quintana:
Todos estes que aí estão
Atravancando o meu caminho,
Eles passarão.
Eu
(você, poeta BG)passarinho!
Abraços fraternos,
Samuca
terça-feira, 25 de janeiro de 2011
Caro Borges
Comentário de Apolinário Ternes à minha Carta aberta, de 18/01/2011, aqui no BGlog.
Caro Borges,
Tentei comentar a carta no seu blog, infelizmente meu texto não saiu lá, como resposta. Então, dou a resposta por aqui e peço a gentileza e o espírito democrático de inserir lá minha resposta.
Borges,
Compreendo perfeitamente sua condição empregatícia e salarial para comentar meus artigos em AN. Não é fácil estar no outro lado do balcão, como já estive também. A situação é sempre incômoda, mas, com ´sensatez e equilíbrio é possível sim defender nossos pontos de vista.
Entendo, pois, sua obrigação em defender o PT e suas cretina ação contra o país que jurou defender com ética para, depois, com cinismo absoluto, se aliar ao que de pior já existiu na política brasileira: Sarney, Barbalho, Renan Calheiros, Collor de Mello. O PT é aliado dessa gente toda!
Durante oito longos anos, nos quais o Brasil surfou nas águas do crescimento mundial, em razão da reforma econômica do Plano Real - que o PT votou contra - e, assim, tivemos crescimento inegável.
O custo político, contudo, exigirá uma geração até que se dissipe o mal que o PT faz à nação, assim como a Joinville.
Não me surpreende a 'sanha' de patrulhamento ideológico que o PT faz em todo o país, tentando desqualificar, como você o fez em relação aos meus artigos - aqueles poucos que não se dobram e denunciam a 'vergonha nenhuma' instalada no país com Lula e seus 'cumpanheiros' da 'organização criminosa' em que se transformaram todos os partidos políticos e, justiça se faça, não apenas o PT.
Enfim, oligarquia é o que PT construiu no país inteiro, com aquela banda podre da política brasileira.
Tudo isso não é surpreendente. Surpreendente é ver um intelectual como você, escritor e professor, funcionário graduado da Fundação Cultural de Joinville, defender tudo isso! Você se apresenta como os 'intelectuais' das décadas de 1930 e 1940, na Europa, que defendiam até a morte a 'revolução bolchevique' na Rússia. São mentes tortas, apequenadas e subnutridas, incapazes de perceber a monstruosidade da ditadura 'stalinista' e as mortes de 30 milhões de russos, naquele tempo. Como agora, vocês o fazem em relação à desconstrução da democracia brasileira.
É o que acontece com grande parte dos 'intelectuais' do Brasil, que se acovardam e tiram proveito pessoal da 'nova ordem revolucionária', especializada no saque da coisa pública.
Borges, muito lamentável constatar que você, apesar da cultura e da informaçao que detém, também é prisioneiro da mesma armadilha de cooptação intelectual no Brasil. Voce certamente entristece a centenas de jovens que respeitavam seu passado de produção e trabalho correto em favor da nossa cultura.
Deus que tê abençoe e ilumine!
Abraço do
Apolinario
domingo, 23 de janeiro de 2011
Arte chinesa: recorte e pintura em papel.
Presentinhos que Regina Rizzolo me trouxe de Beijing há anos e que com grande prazer redescobri neste domingo. Agora posso compartilhar. Virão outros, dia destes.
Paz de fim de tarde

terça-feira, 18 de janeiro de 2011
Carta aberta.
Escrevi este texto para ser publicado no jornal. Mas, acabou muito longo e não tive paciência para enxugá-lo sem truncar o conteúdo. Aqui, está, portanto, neste espaço de plena liberdade de ideias... e de número de caracteres. ;)
Caro Apolinário
Borges de Garuva
“O fim de um mundo”, diz Alain Touraine, “não é o fim do mundo”. As grandes mudanças paradigmáticas por que tem passado a humanidade não significam tragédias, necessariamente.
Teu artigo “Estado de indigência” (A Notícia, 16/01/2011) parece um grito desesperado de alguém que estivesse ficando para trás, que submergisse inexoravelmente no mar da História, impotente diante das novas forças que se levantaram para redefinir os cenários da vida política, econômica e social. O povo (“subserviente”, como dizes) acabou finalmente decidindo – sem armas, sem violência, assim, meio na base do jeitinho brasileiro – que os rumos tinham de ser outros.
O Brasil, Apolinário, não é diferente de outras nações. Cada qual a seu tempo, elas foram arrancadas – pela força imperiosa do povo (“capado”, como dizes) – da paralisia histórica que as entrevava, para serem vertiginosamente encaixadas nos trilhos da mudança que as transformou para sempre. Foi assim, nos últimos séculos, com a Revolução Francesa e também – por que não? – com a Revolução Bolchevique, que acabou com os czares que vinham mantendo a Rússia 200 anos atrasada em relação aos outros países da Europa. Tem sido assim em muitos países dominados por oligarquias insensatas que mantêm sua gente, por séculos, em estado de escravidão ou de colônia – e que de repente se vêm no mato-sem-cachorro, tendo de abandonar as riquezas ilegitimamente acumuladas e fugir, na calada da noite, com o rabo entre as pernas, para algum paraíso fiscal deste grande mercado em que se transformou o planeta.
Pois, no Brasil, caro historiador, não foi diferente – a não ser pelo estilo: aqui, o povo (“subserviente e capado”, como dizes) foi chegando devagarinho ao poder, foi entendendo que podia, que tinha lá o seu mecanismo de governar por meio de representantes, acatando princípios republicanos e democráticos e, empunhando a arma do voto, elegeu um operário e, agora, uma mulher, que, para infelicidade tua e de teus pares, não pertencem às oligarquias que sempre nos mantiveram subservientes e capados. O resultado foi muitíssimo melhor que o esperado, apesar das más heranças que temos tido de enfrentar (tu mesmo és testemunha: lembras dos tempos das “marolinhas” de que tanto tiraste sarro?).
Por mais que o governo popular não seja aquele sonho revolucionário que alguns desejariam (mesmo porque, ao que parece, já não estamos em tempos de revoluções febris), é, sim, a marca de uma grande mudança de paradigma na história do Brasil: embora não tenham ficado para trás definitivamente, as velhas oligarquias parece que se tornaram repentinamente obsoletas, ainda que seus cantos de cisne moribundo ecoem aqui e acolá, inclusive em vozes como a tua.
Teu texto lembra os discursos da minha juventude, nos bares da vida, em que, já avançada a madrugada, falseávamos estatísticas, conceitos, princípios, datas, fatos históricos e brandíamos acusações furiosas contra tudo e contra todos, com a facilidade irresponsável que a embriaguez nos facultava.
É isto: teu texto é falaz e irresponsável. Desabona inclusive os esforços mais sérios da resistência conservadora contra os avanços inegáveis do governo popular, que só não vê quem não quer... ou que não pode.
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Leia também Histeria apocalíptica
sábado, 15 de janeiro de 2011
sexta-feira, 7 de janeiro de 2011
Um tesouro em minha biblioteca.
Tempos atrás adquiri num sebo de São Paulo um exemplar da edição madrilenha de 1909 do Cantares gallegos, de Rosalía de Castro. A edição é bonita: capa revestida de tecido estampado e papel de boa qualidade (que, em 100 anos, ainda não foi tocado pelos cupins nem
pelas traças). [Continua depois do Carnaval ;) ]
quinta-feira, 23 de dezembro de 2010
A Vigorelli não é só agito e pescaria...
Pra quebrar os tons quentes das três anteriores
Salsinhas do meu quintal que ainda não foram pra panela, nem pras saladas... nem para as poções mágicas à base de cachaça.Um de meus companheiros
O Coisinha-de-Nada, por mais bicho que seja, é o mais paciente dos meus dois companheiros. Agora que vai ganhar uma namoradinha, provavelmente vai nos deixar pra segundo plano... ;)
domingo, 19 de dezembro de 2010
Bera
Botando (finalmente!) ordem no meu estúdio, redescobri esta foto que havia separado há meses para publicar no BGlog. Foi feita por mim, com uma Zenit 12XP, em meados dos anos 80.
domingo, 21 de novembro de 2010
sábado, 23 de outubro de 2010
Porque voto na Dilma 13.
Nada tenho contra a pessoa do Serra e sim contra o projeto de governo que ele representa (PSDB+DEM). Ele seria a continuação da “Era FHC”: dívida externa, empréstimos do FMI, privatizações, salário abaixo de 100 dólares, 30 milhões de excluídos, enorme desemprego etc.
Prefiro a DILMA para continuar a proposta de Lula, que vem governando PARA TODOS, reduzindo o número de excluídos, valorizando nossa produção, despertando o respeito pelo Brasil, dando poder de compra ao salário mínimo (agora a mais de 300 dólares), reduzindo radicalmente o desemprego, criando novas universidades, facilitando o acesso através do Prouni etc.
Não é que o Brasil não tenha de mudar. Tem, sim - e DILMA sabe que mudanças precisam ser feitas e onde precisamos ser mais enérgicos na economia, nas reformas, no controle da dívida pública etc. O que não podemos deixar é que se interrompa agora um processo que vem colocando o Brasil no caminho de um desenvolvimento saudável, que não beneficia apenas o capital (como sempre quer o DEM - agora com Serra), mas TAMBÉM o trabalhador, as pessoas, todos os brasileiros.
Voto em DILMA para apoiar a continuidade de uma gestão que investe em políticas públicas que tiraram o Brasil da miséria e está provando que é possível um país em que o desenvolvimento possa acontecer de modo mais sustentável, mais saudável para todos, inclusive para o ambiente.
Claro, não foi possível nas duas gestões de Lula fazer milagres. Muitos dos erros brasileiros têm 500 anos. Outros vêm dos tempos do Império, das repúblicas titubeantes do século passado. MUITOS E ENORMES erros vêm dos 20 anos da ditadura militar. Há erros mais recentes, dos primeiros governos democraticamente eleitos...
DILMA está preparada para continuar investindo na solução desses erros: além da sua experiência como gestora pública nos governos do PT em Porto Alegre e no Rio Grande do Sul, responde desde o início do governo Lula por um dos mais importantes ministérios da República.
Então: o Brasil deve crescer PARA TODOS? DILMA 13 no dia 31!!!
domingo, 1 de agosto de 2010
Sou assim...
Meu BGlog, coitado, ficou abandonado desde abril, durantem todo um período em que me reciclava e retomava minha vida de solteiro.
Agora volto, passado o 28o. Festival de Dança de Joinville, para acompanhar nossa 2a. Semana da Diversidade.
Pra relembrar a Semana inaugural de 2009, fica aqui uma foto de apenas uma parcela do grande cortejo de 5.000 pessoas que, apesar da chuva e do jogo do Brasil nas eliminatórias da Copa, acabou se formando na frente do Centreventos e percorreu a Beira-Rio até o Mercado Municipal.
Parada da Diversidade Joinville 2009 (Aqui já havia parado de chover!)




























