Quem sou eu

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Joinville, SC, Brazil
Nasci em Garuva. Moro em Joinville desde 1971. De 1979 a 1982, residi em Curitiba, onde estudei teatro no Guaíra. De 1983 a 1988, trabalhei com o Estúdio de Artes Cênicas da Casa da Cultura de Joinville. Em 1999-2000 voltei a estudar em Curitiba, na Faculdade de Artes do Paraná (direção de teatro). Desde 1988 a 2005 fui professor no Bom Jesus/Ielusc, assumindo depois a coordenação do Setor de Fomento & Projetos da instituição. Publiquei "Cobaia", escrevi durante alguns anos para "A Notícia" (atualmente, um artigo por mês na coluna Opinião da página Você.Leitor). Brinco com cinema desde menino (atuei em "Outra memória", o longa de Chico Faganello e, recentemente, no curta de Fábio Porto, "Um ensaio"). Atualmente, sou Presidente do Conselho Administrativo do Instituto Festival de Dança e membro do Conselho Municipal de Cultura, pela Gerência de Ensino e Artes da Fundação Cultural de Joinville.

domingo, 18 de setembro de 2011

Manhã em Manaus.

Chegamos a Manaus ontem à tarde, depois de uma tranquila viagem de Gol. Do avião, sempre em meio a uma poderosa nuvem de névoa seca (fumaça das queimadas), pudemos ver de longe coisas mais ou menos conhecidas por meio de referências, mas sempre distantes: as grandes represas (reconheci a Represa de Privamera, assentamentos, as infindas retas das estradas, partes das chapadas, os pedacinhos que sobram do cerrado, os campos do Mato Grosso do Sul, e Campo Grande e Cuiabá (onde paramos), além da eterna colcha de retalhos dos campos cultivados (praticamente nada mais resta sem intervenção humana até bem depois de sairmos de Porto Velho, cruzando o rio Madeira e sobrevoando a(s) BR(s) 174(319), que atravessa o verdejume quase negro da floresta. A maior emoção foi ver ao longe o Solimões que se aproximava e quase não cabia nos olhos de tão grande. Mas, nada como ver, logo depois, a enormidade do rio Negro!

Primeiro ritual para marcar a chegada em Manaus: jantar pirarucu grelhado na frente do Teatro Amazonas e, depois, ir ao Teatro para ver a terceira apresentação gratuita para a cidade da produção recente da Orquestra de Violões de Manaus, acompanhada do Coral e do Ballet Experimental do Teatro Amazonas.

O espetáculo é bem singelo, mas bonito. Para mim, um momento fascinante: sentar-me diante do palco onde Fitzcarraldo pôde assistir à última cena de Lucia de Lamermoor (se bem lembro), após convencer o porteiro (interpretado por Milton Nascimento) a deixá-lo entrar atrasado no TA. Mais marcante por se tratar de um espetáculo com música produzida em Manaus e falando da Amazônia!

Agora, da sacada do hotel, ouvindo um sambinha executado por um senhor baiano-carioca de muito boas maneiras (encarnação de Caymi misturado com Vinicius de Moraes), contemplo ao longe o encontro nascimento do Amazonas a partir do encontro Solimões com o Negro. 40 graus. Sol a pino. Cá estou, portanto, no meu destino. Por quatro dias.

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