Quem sou eu

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Joinville, SC, Brazil
Nasci em Garuva. Moro em Joinville desde 1971. De 1979 a 1982, residi em Curitiba, onde estudei teatro no Guaíra. De 1983 a 1988, trabalhei com o Estúdio de Artes Cênicas da Casa da Cultura de Joinville. Em 1999-2000 voltei a estudar em Curitiba, na Faculdade de Artes do Paraná (direção de teatro). Desde 1988 a 2005 fui professor no Bom Jesus/Ielusc, assumindo depois a coordenação do Setor de Fomento & Projetos da instituição. Publiquei "Cobaia", escrevi durante alguns anos para "A Notícia" (atualmente, um artigo por mês na coluna Opinião da página Você.Leitor). Brinco com cinema desde menino (atuei em "Outra memória", o longa de Chico Faganello e, recentemente, no curta de Fábio Porto, "Um ensaio"). Atualmente, sou Presidente do Conselho Administrativo do Instituto Festival de Dança e membro do Conselho Municipal de Cultura, pela Gerência de Ensino e Artes da Fundação Cultural de Joinville.

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Sobre "Cavalo de guerra".

Decepcionado após ver, ontem, "Cavalo de guerra". Minhas impressões aqui são apressadas e superficiais - a imagem geral que me restou da obra.

O filme já nasceu prontinho para a Sessão da Tarde - nem precisa envelhecer. E faltou açúcar na lata do Spielberg: com uma narrativa mais que melíflua, com personagens esquemáticos, sem consistência dramática, o diretor parece conter-se (por tédio de veterano?) em quase todos os aspectos que poderiam tornar o filme memorável. Os primeiros minutos até que se desenham como uma promessa... mas ficam nisto. No final, tudo assume uma coerência danada: heróis involuntários, animais que parecem gente, campos de guerra com jeito de parques de paintball, personagens alemães e franceses falando inglês (umas vezes com um sotaque inexplicável, mesmo no caso de Emilie, que é francesa)... tudo pontuado pela música de John Williams (enternecedora e empolgante, é claro), que lembra os grandes épicos de Enio Morricone e do próprio JW, contra uma paisagem estonteantemente linda, às vezes de tirar o fôlego. (Queria poder filmar com esse diretor de fotografia - Janusz Kaminski!)

Acho que a cena mais interessante - e que pode tornar-se antológica (justamente porque a sequencia é temperada com uma agradável dose de ironia) - é a fuga de Joey na madrugada e seu salvamento quando acaba na terra-de-ninguém.

Enfim, à guisa de arremate: quem quiser curtir o filme deve ir vê-lo sem expectativas. Acho que procurei nele mais do que tinha pra me dar; pensava em algo bonito, aventuroso e sério, como alguns outros do diretor... mas, não é o caso de "Cavalo de guerra" - é um Spielberg, sim, mas bem mediano e mesmo assim vai lavar nas bilheterias do mundo. Próprio da grande indústria.

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Granizo em Joinville

Acabei de assistir a uma chuva de pedra – o que me trouxe a infância de volta. Ficamos ali, no limiar do boteco, impotentes, contemplando as pelotinhas brancas a atacar as latarias dos nossos carros. Não fotografei porque esqueci.

terça-feira, 29 de novembro de 2011

ASSASSINARAM LAIKA LITE

A chegar em casa, esta tarde, encontrei nossa cadelinha estrebuchando, tremendo e já toda entrevada.

Corri com ela imediatamente para o veterinário - Foi chumbinho, ele disse, enquanto ministrava à cadelinha os medicamentos de praxe.

Há pouco, ele me notificou a morte dela.

Temos por aqui um morador absurdo. Ninguém sabe quem é. Já perdemos dois gatos; os vizinhos da frente quase perderam seu cachorrinho. Meu irmão, que morava ao lado, teve também um cachorro envenenado.

Dá vontade de sair à caça do filho-da-puta, mas a tristeza não deixa: um animal assim como esse vizinho imbecil talvez não mereça tanta atenção: um dia, de tanto lhe querermos mal, ele haverá de ir também, estrebuchante e sozinho, meter-se na sua cova.

sábado, 12 de novembro de 2011

Laika Lite, a nova companheira do Coisinha-de-Nada.

Tínhamos uma imensa Laika (v. abaixo), fila/são-bernardo, que envelheceu o suficiente para dormir de vez.

Em maio, introduzimos na Rufinder, como companheira oficial do Coisinha-de-Nada que estava viúvo desde 25/11/2009, a Laikinha, que não tem nada a ver com a nossa ex-Laika e nem com a Laika que foi pro espaço em 1957 e que parece ter morrido de pavor após 5 horas de vôo.

Meus textos em "A Notícia".

  • 11/11/2011: Incentivo às artes e à cultura
  • 21/10/2011: Cinema urgente
  • 23/09/2011: O paraíso imperfeito
  • 26/08/2011: Da palavra livre
  • 29/07/2011: A antropóloga
  • 01/07/2011: Cão na garoa
  • 03/06/2011: Monstren ben-vinden
  • 06/05/2011: Pompa kitsch
  • 08/04/2011: Caríssimo Leonardo
  • 11/03/2011: Mendigos de gravata
  • 11/02/2011: Da generosidade
  • 14/01/2011: Anarcodeselegância
  • 24/12/2010: A flauta de Neandertal
  • quinta-feira, 10 de novembro de 2011

    Horta Comunitária Girassol

    Não poderia deixar de participar do lançamento oficial da horta comunitária localizada nas imediações da minha casa. Com o tempo livre reduzido e a impossibilidade de cuidar sistematicamente da minha própria horta, vinha pensado numa alternava. Ela já existia e era um programa do governo federal chamado Hortas Urbanas. 

    Em Joinville são quatro, já. A do Jardim Iririú – a Horta Comunitária Girassol – vem produzindo hortaliças e legumes não-envenenados há alguns meses. E eu não sabia!

    Ontem, o prefeito Carlito Merss fez a entrega oficial do terreno público onde funciona a horta, que é tocada por voluntários e atende famílias carentes cadastradas. Quem trabalha na horta pode usufruir também de seus produtos. O excedente é, vendido para a comunidade por preços convidativos.

    E quem disse que eu conseguiria?

    Só pensei que conseguiria manter regularidade nos relatos de nossa viagem pelo Norte-Nordeste. Embora tenha escrito, sim, longos relatos acerca da viagem, eles ficaram lá no meu caderno, manuscritos nos aviões, nos bares, nos hotéis... Mas quem disse que tive ou tenho paciência para digitá-los agora? Então, que fiquem lá até que esta paciência pinte.

    Enquanto isto, aqui no BGlog, vou tentando retomar meus balbucios esporádicos.

    domingo, 18 de setembro de 2011

    Manhã em Manaus.

    Chegamos a Manaus ontem à tarde, depois de uma tranquila viagem de Gol. Do avião, sempre em meio a uma poderosa nuvem de névoa seca (fumaça das queimadas), pudemos ver de longe coisas mais ou menos conhecidas por meio de referências, mas sempre distantes: as grandes represas (reconheci a Represa de Privamera, assentamentos, as infindas retas das estradas, partes das chapadas, os pedacinhos que sobram do cerrado, os campos do Mato Grosso do Sul, e Campo Grande e Cuiabá (onde paramos), além da eterna colcha de retalhos dos campos cultivados (praticamente nada mais resta sem intervenção humana até bem depois de sairmos de Porto Velho, cruzando o rio Madeira e sobrevoando a(s) BR(s) 174(319), que atravessa o verdejume quase negro da floresta. A maior emoção foi ver ao longe o Solimões que se aproximava e quase não cabia nos olhos de tão grande. Mas, nada como ver, logo depois, a enormidade do rio Negro!

    Primeiro ritual para marcar a chegada em Manaus: jantar pirarucu grelhado na frente do Teatro Amazonas e, depois, ir ao Teatro para ver a terceira apresentação gratuita para a cidade da produção recente da Orquestra de Violões de Manaus, acompanhada do Coral e do Ballet Experimental do Teatro Amazonas.

    O espetáculo é bem singelo, mas bonito. Para mim, um momento fascinante: sentar-me diante do palco onde Fitzcarraldo pôde assistir à última cena de Lucia de Lamermoor (se bem lembro), após convencer o porteiro (interpretado por Milton Nascimento) a deixá-lo entrar atrasado no TA. Mais marcante por se tratar de um espetáculo com música produzida em Manaus e falando da Amazônia!

    Agora, da sacada do hotel, ouvindo um sambinha executado por um senhor baiano-carioca de muito boas maneiras (encarnação de Caymi misturado com Vinicius de Moraes), contemplo ao longe o encontro nascimento do Amazonas a partir do encontro Solimões com o Negro. 40 graus. Sol a pino. Cá estou, portanto, no meu destino. Por quatro dias.

    sábado, 17 de setembro de 2011

    RUMO AO SOL A PINO: incursão para além do Paralelo -5.

    Os apontamentos a seguir servirão apenas para compartilhar uns rápidos registros rápidos de minha primeira viagem para perto do equador brasileiro: Manaus, Santarém, Belém e Natal.. Depois, com alma e calma, distilarei os efeitos que, já sei, serão duradouros, deste contato com o Brasil que sempre soube existir... mas que continuava a ser, para mim, quase puramente mitológico.

    sábado, 13 de agosto de 2011

    Cena 8

    Começou ontem a 8a. Mostra de Teatro de Joinville. Confira programação em http://www.teatroemjoinville.com.br/.