domingo, 6 de fevereiro de 2011

O sagrado só me interessa enquanto celebração da vida. Recorrer ao sagrado para buscar alívio ou proteção dos males que nos afligem, ou vingança divina contra aqueles que nos prejudicam, ou mesmo a salvação eterna, não é em nada diferente de recorrer às drogas: ambas as atitudes viciam. Com a diferença de que as drogas - com algumas exceções - acabam matando apenas o próprio consumidor, enquanto o fanatismo religioso aliena o viciado (o que é apenas outra forma de morte) e mais facilmente se transforma num inferno e numa ameaça também para a sociedade.

Um comentário:

Záia disse...

É uma análise do sagrado bem marxista eu diria, ou não?

O fundamentalismo religioso é mesmo uma ameaça.