sábado, 26 de julho de 2008

Sobre cotas na universidade pública.

 

A carta da Lola de hoje, em A Notícia, é exemplo de como a defesa das cotas raciais na universidade brasileira não precisa de muita argumentação complexa ou política: trata-se apenas de juntar as pontas dos fios e manter tanto a lucidez quanto o bom senso (ou, pelo menos, um certo senso de justiça). Claro, uma pitadinha de ironia cai aqui muito bem, e Lola sabe fazer isto na dose certa.

Particularmente, penso que as cotas nem devem ser discutidas. Têm é de ser repeitadas, inclusive pelos funcionários da justiça, que andam emotivos demais, sucumbindo com facilidade às choradeiras dos semi-abastados, abastados e super-abastados, que querem cotas não para negros ou egressos do ensino público e sim para seus boyzinhos e peruinhas vagais.

Estes, que passam o período do ensino médio matando tempo com carrões e bebedeiras, quando são empurrados para a universidade, não conseguem acesso – e é natural que assim seja. Então, empurram os pais para brigar (em geral arrotando prepotência) pelo seu direito de atravancar a universidade pública com os miolos amolecidos pelas farras.

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